
Em tempos de redes sociais dominando timelines e algoritmos ditando o que se vê ou não, é nas cidades pequenas e no interior do país que o jornalismo e, especialmente, o colunismo social seguem pulsando com um papel que vai muito além do simples registro de eventos: ele conecta pessoas, preserva memórias e fortalece o sentimento de pertencimento comunitário.
O colunista social, muitas vezes visto como um “cronista das festas”, é, na verdade, um verdadeiro agente cultural. Sua presença nos eventos, sejam eles beneficentes, culturais, corporativos ou institucionais, contribui para dar visibilidade às iniciativas locais que, não raramente, movimentam toda uma engrenagem de solidariedade, economia criativa e cultura popular.
Nas cidades do interior como em São Roque , a imprensa regional é a principal ponte entre quem faz e quem participa. E o colunismo social é o olhar sensível que capta não só o brilho dos holofotes, mas a importância das mãos que fazem, dos bastidores, das causas por trás de cada evento. É o colunista quem eterniza sorrisos, homenagens, encontros e gestos de amor — muitas vezes esquecidos nas grandes coberturas nacionais.
É preciso também lembrar que a imprensa do interior, por ser mais próxima da comunidade, cumpre um papel quase afetivo. Um nome na coluna, uma foto publicada, um agradecimento público têm um peso simbólico gigante — eles reconhecem, validam, prestigiam. E isso tem valor social incalculável.
Por isso, limitar ou desprestigiar a atuação da imprensa local e de seus colunistas é, também, limitar a própria história da cidade. É fechar os olhos para a narrativa construída por quem vive, acompanha e valoriza cada passo da sua gente.
Fica, portanto, a reflexão: em tempos onde todos “registram”, quem ainda tem o cuidado de eternizar? Que as cidades pequenas sigam grandes em reconhecimento à sua imprensa — porque onde há festa, há causa; e onde há causa, há sempre alguém contando essa história com o carinho e a responsabilidade que ela merece.
Porque fazer jornalismo no interior não é só informar. É fazer parte. É contar, pertencer e valorizar. E isso, nenhum filtro de rede social consegue substituir.
Que o tempo e o profissionalismo traga para os poucos canais de comunicação que temos o respeito devido, sem pessoalidades e picuinhas! É isso!!
Lucas di Mario
Jornalista e Colunista Social há 25 anos
São Roque e região





