Dados da OMS acendem alerta sobre os riscos da busca por corpos cada vez mais magros

Nos últimos anos, um novo padrão de beleza tem ganhado força nas redes sociais e na moda: a valorização de corpos extremamente magros. Mas até que ponto essa tendência é saudável? Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que a linha entre estética e risco à saúde pode ser mais tênue do que parece.
Segundo a OMS, a desnutrição, que inclui a magreza extrema, ainda é um problema global relevante. O índice de massa corporal (IMC) abaixo de 18,5 já é considerado abaixo do peso ideal para adultos e pode indicar risco à saúde. Em níveis mais baixos, o corpo passa a apresentar déficits importantes, como perda de massa muscular, fraqueza imunológica e alterações hormonais.
A organização também aponta que transtornos alimentares, como anorexia nervosa, estão associados a uma das maiores taxas de mortalidade entre doenças mentais. A busca por um padrão corporal irreal pode desencadear comportamentos perigosos, como restrição alimentar severa e distorção da imagem corporal.
Outro dado importante da OMS destaca que a nutrição inadequada, tanto por excesso quanto por falta, está diretamente ligada ao aumento de doenças. No caso da magreza extrema, há maior risco de osteoporose, anemia, infertilidade e problemas cardíacos.
Apesar da crescente valorização estética da magreza, especialistas reforçam que saúde não está necessariamente ligada a um corpo extremamente magro. A OMS defende uma abordagem baseada no equilíbrio, com alimentação adequada, prática de atividades físicas e respeito às individualidades do corpo.
Em meio a tendências que vão e voltam, o alerta é claro: mais importante do que seguir padrões é preservar a saúde. Afinal, quando a busca pela estética ultrapassa limites, o corpo e a vida podem pagar o preço.





