Deolane Bezerra é presa em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora e advogada é alvo de investigação do Ministério Público; Justiça determinou bloqueio milionário de bens

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro com conexões ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Batizada de Operação Vérnix, a ação teve como foco uma rede investigada por movimentar recursos de origem ilícita por meio de empresas e operações financeiras consideradas suspeitas. Entre os alvos está Deolane, apontada pelos investigadores como beneficiária de valores que teriam ligação indireta com integrantes da organização criminosa.

De acordo com as apurações, a influenciadora teria recebido recursos financeiros por meio de uma empresa do setor de transportes, identificada pelas autoridades como parte de uma estrutura usada para ocultar a origem do dinheiro movimentado pela facção. A defesa da influenciadora ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

Além da prisão, a Justiça paulista determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e ativos financeiros ligados à empresária. O valor, segundo os investigadores, estaria sob suspeita de incompatibilidade patrimonial e possível ocultação de origem dos recursos.

A operação também teve mandados expedidos contra nomes ligados ao núcleo da facção criminosa. Entre eles está Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como principal liderança do PCC. Como ele já cumpre pena no sistema prisional federal, a nova ordem judicial será apenas formalmente comunicada às autoridades penitenciárias.

Outros investigados incluem familiares e pessoas apontadas como integrantes do braço financeiro da organização criminosa, suspeitos de participação em movimentações patrimoniais e operações destinadas a disfarçar recursos ilícitos.

A investigação é considerada uma das mais amplas dos últimos meses no combate à estrutura financeira do crime organizado em São Paulo e busca rastrear o caminho do dinheiro movimentado por empresas, intermediários e operadores suspeitos de ligação com o PCC.