Campanha nacional promove informação, acolhimento e conscientização para enfrentar a violência doméstica e familiar, lembrando que proteger as mulheres é uma responsabilidade de toda a sociedade.

Em milhares de lares brasileiros, a violência ainda acontece de forma silenciosa. Muitas vezes escondida entre portas fechadas, ela se manifesta não apenas por agressões físicas, mas também por ameaças, humilhações, controle, perseguições e violência psicológica. É para romper esse silêncio que o Agosto Lilás mobiliza o país todos os anos, chamando a atenção para a importância da prevenção, do acolhimento e da denúncia.
Em 2026, a campanha ganha um significado ainda mais especial ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006. Considerada um marco na defesa dos direitos das mulheres, a legislação fortaleceu os mecanismos de proteção às vítimas e ampliou o enfrentamento à violência doméstica e familiar em todo o país.
Ao longo do mês, instituições públicas, organizações da sociedade civil e profissionais de diferentes áreas promovem ações educativas para informar a população sobre os diversos tipos de violência previstos na legislação. Além da agressão física, a lei reconhece como violência as formas psicológica, moral, sexual e patrimonial, muitas vezes presentes em relacionamentos de forma sutil e contínua.
Embora os avanços legais tenham ampliado a proteção às vítimas, o enfrentamento da violência depende também da informação e do compromisso coletivo. Conhecer os sinais, acolher quem precisa de ajuda e incentivar a busca por apoio são atitudes que podem fazer diferença na vida de muitas mulheres.
A campanha também reforça que nenhuma mulher deve enfrentar essa situação sozinha. O acesso à rede de proteção, formada por delegacias especializadas, serviços de assistência social, unidades de saúde e órgãos de atendimento, é fundamental para interromper o ciclo da violência e garantir segurança às vítimas.
Neste Agosto Lilás, a mensagem vai além da conscientização. Ao celebrar duas décadas da Lei Maria da Penha, a campanha reafirma que combater a violência contra a mulher exige atenção permanente, políticas públicas eficazes e o envolvimento de toda a sociedade. Mais do que lembrar uma data, o mês convida à reflexão sobre o respeito, a igualdade e o direito de todas as mulheres a viverem sem medo.
Como buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento nas Delegacias de Defesa da Mulher, nos serviços municipais de assistência social e de saúde ou entrar em contato com o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, canal gratuito e disponível 24 horas por dia para orientação, acolhimento e encaminhamento dos casos.





