Dona de uma trajetória de mais de oito décadas, atriz que atravessou gerações e eternizou personagens como Isaura, de Mulheres de Areia, e Guiomar, de A Viagem, deixa um dos maiores legados da televisão, do teatro e do cinema nacional

O Brasil se despede de uma de suas maiores artistas. Laura Cardoso morreu aos 98 anos, encerrando uma trajetória que se confunde com a própria história da dramaturgia brasileira. A morte foi confirmada pela família e divulgada nas redes sociais da atriz.
Pioneira da televisão, Laura começou ainda adolescente no rádio e chegou à TV Tupi em 1952. Ao longo de mais de oito décadas dedicadas à arte, participou de mais de 60 novelas, além de construir uma extensa carreira no teatro e no cinema.
Na televisão, seu talento deu vida a personagens que permanecem na memória afetiva de milhões de brasileiros. Entre eles estão Dona Isaura, mãe de Ruth e Raquel em Mulheres de Areia (1993), e Dona Guiomar, de A Viagem (1994). Seu último trabalho em novelas foi A Dona do Pedaço, em 2019, enquanto no cinema participou de Dona Rosinha, lançado em 2025. 
Premiada e reverenciada por diferentes gerações de artistas, Laura transformou cada personagem em um exercício de entrega, sensibilidade e verdade. Sua contribuição ultrapassou as telas e os palcos: ajudou a construir e consolidar a dramaturgia brasileira.
Colegas e amigos prestaram homenagens após a notícia de sua morte. Miguel Falabella, Ary Fontoura, Zezé Motta, Fabiana Karla e outros nomes celebraram sua trajetória e a importância da atriz para a cultura nacional.
Laura Cardoso parte, mas deixa algo que o tempo dificilmente apaga: personagens, cenas, emoções e lembranças que atravessaram gerações.
Morre a atriz. Permanece a dama da dramaturgia brasileira.
O velório acontece nesta terça-feira (18), em São Paulo.





