Atriz morreu em casa nesta terça-feira (18) e deixa uma trajetória de mais de seis décadas marcada por personagens inesquecíveis, pioneirismo na televisão e uma histórica parceria de vida e arte com Tarcísio Meira

O Brasil perdeu nesta terça-feira (18) Glória Menezes, aos 91 anos, uma das artistas que ajudaram a escrever a própria história da televisão brasileira. A atriz morreu em casa, no Rio de Janeiro, segundo informações divulgadas pela família.
Foram mais de seis décadas diante das câmeras e nos palcos. Uma trajetória construída com talento, elegância e versatilidade, fazendo de Glória um daqueles rostos que não pertencem apenas à televisão, mas à memória afetiva de milhões de brasileiros.
Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1934, mudou-se ainda criança para São Paulo e estudou na Escola de Arte Dramática. Sua carreira profissional começou no final dos anos 1950 e rapidamente ganhou projeção.
No cinema, participou de “O Pagador de Promessas”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Na televisão, tornou-se pioneira ao protagonizar, ao lado de Tarcísio Meira, “2-5499 Ocupado”, considerada a primeira telenovela diária brasileira.
E foi justamente ao lado de Tarcísio Meira que Glória construiu uma das mais emblemáticas histórias de amor e parceria artística do país. Casados por 59 anos, até a morte do ator em 2021, os dois dividiram a vida e inúmeras produções que atravessaram gerações.
Glória eternizou personagens em novelas como “Irmãos Coragem”, “Guerra dos Sexos”, “Brega & Chique”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Torre de Babel”, “Senhora do Destino”, “Páginas da Vida” e “A Favorita”.
Nos últimos anos, afastada das novelas, viveu de maneira mais reservada e próxima da família. Há poucos dias, seu nome havia sido novamente celebrado pela Globo, que a incluiu entre os veteranos homenageados em sua Calçada da Fama.
Hoje, as cortinas se fecham para Glória Menezes. Mas ficam suas personagens, sua voz, seu talento e uma obra que ajudou a transformar a dramaturgia nacional.
Parte a atriz. Permanece a estrela. E fica para sempre a história de uma das grandes damas da televisão brasileira.





